Entre janeiro e março de 2025, a China registrou uma redução de 10,8% no investimento estrangeiro direto (IED), totalizando 269,23 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 36,88 bilhões), em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar desse declínio, o número de novas empresas com participação estrangeira aumentou, indicando uma possível recuperação gradual.
Desempenho do Investimento Estrangeiro Direto
O IED no primeiro trimestre de 2025 apresentou uma queda significativa em relação ao ano anterior. No entanto, em março, observou-se um crescimento de 13,2% no uso real de capital estrangeiro, sugerindo uma recuperação pontual. Esse aumento mensal pode indicar que o fluxo de investimentos está se estabilizando após os desafios enfrentados nos meses anteriores.
Medidas Governamentais para Estabilizar o Fluxo de Investimentos
Em resposta à queda do IED, o governo chinês implementou um plano estratégico para atrair mais investimentos estrangeiros. O Ministério do Comércio e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC) elaboraram um plano aprovado pelo Conselho de Estado chinês. Esse plano visa expandir a abertura em setores como telecomunicações, saúde, biotecnologia e educação, além de remover restrições no setor industrial e incentivar investimentos em ações chinesas.
Impacto das Tensões Geopolíticas e Econômicas
O ambiente global também influenciou o fluxo de investimentos para a China. A política econômica do presidente dos EUA, Donald Trump, incluindo possíveis tarifas comerciais, afetou a confiança dos investidores. Além disso, a valorização do dólar americano e as expectativas de juros mais altos nos EUA contribuíram para uma redução nos fluxos de capital para mercados emergentes, incluindo a China.
Perspectivas Futuras
Apesar dos desafios enfrentados, a China continua sendo um destino atrativo para investimentos estrangeiros devido ao seu vasto mercado consumidor e avanços em setores tecnológicos. Com as medidas implementadas pelo governo e a possível estabilização da economia global, espera-se que o fluxo de IED se recupere nos próximos trimestres. A continuidade das reformas e a abertura de novos setores serão cruciais para restaurar a confiança dos investidores estrangeiros.