Ausência de títulos europeus e estrutura mais fraca
Embora o Boca Juniors seja um gigante da América do Sul, com rica história e torcida apaixonada, ele chegou ao Mundial de Clubes sem a mesma estrutura financeira consolidada do Palmeiras. Por exemplo, enquanto o Verdão faturou mais de R$ 800 milhões em 2022, o Boca arrecadou cerca de R$ 300 milhões . Isso significa que, ainda que apaixonado, o clube argentino conta com menos recursos para montar um plantel competitivo.
Além disso, o formato sul-americano como associação civil dificulta a captação de investimentos junto a grandes patrocinadores. Logo, embora tenha receitas substanciais com sócios-torcedores, a capacidade de renovar o elenco e investir em infraestrutura fica prejudicada no longo prazo .
Erros táticos e desempenho pífio em campo
Apesar de torcedores terem infundido confiança e energia, o Boca chegou à competição sem vitórias. O empate por 1×1 diante do Auckland City, time de menor expressão, e até mesmo o empate 2×2 contra o Benfica em outro jogo, evidenciaram falhas táticas graves . Além disso, a lentidão e falta de precisão nas finalizações foram claramente expostas. Consequentemente, o time foi eliminado precoce e deixou o torneio com uma imagem frágil. Como resultado, a campanha foi vista como um verdadeiro fiasco.
Contraste com o poder econômico do Palmeiras
Enquanto isso, o Palmeiras conquistou o direito de concorrer no Mundial, alavancado por vitórias expressivas na Libertadores e por sua robustez financeira. A larga vantagem de receita permitiu ao clube paulista montar esquemas competitivos, investir em contratações e estrutura de ponta .
Além do mais, a torcida presente e vibrante, somada ao ambiente refinado das competições internacionais, colocam o Palmeiras em posição de protagonista, ao passo que o Boca jogou como se estivesse mais motivado por nostalgia do que por pragmatismo estratégico .
Fatores que justificam o fracasso coletado
Em grande parte, a combinação de elenco limitado, preparação superior aos adversários e erros técnicos expôs a fragilidade do Boca em torneios de prestígio global. Ainda que o clube tenha tradição continental, seu desempenho no Mundial mostrou que tradição não supera planejamento.
Do mesmo modo, o fato de toda a estrutura ter sido deixada de lado em favor da mística não se sustentou na prática. Assim, o Boca foi incapaz de competir no nível exigido em torneios globais.
O legado negativo e a lição para o futuro
Em síntese, o fiasco do Boca no Mundial de Clubes serviu para evidenciar a importância de planejamento financeiro, inteligência tática e investimento de longo prazo. Como resultado, o clube argentino enfrenta um desafio enorme: reconstruir sua competitividade global.
Assim como outros clubes sul-americanos, ele precisa reunir força interna, gestão profissional e estratégia de projeção internacional. Até lá, continuará pagando o preço de uma certa complacência.